Deu, pra mim não dá mais! – Como o rítmo exagerado de trabalho está afetando a saúde dos funcionários!

30 Jul 2018 Autor: Juliana Bortoletto • Categoria: Prepare-se


Não é frescura, não é mimimi. Muita gente vem sofrendo do que hoje é conhecido como Síndrome do Burnout, mas também pode ser chamado de esgotamento mental por conta do trabalho.

 

O que já foi chamado de estress por generalização, hoje tem uma definição mais detalhada e com consequências mais alarmantes. Condições de trabalho físicas, emocionais e psicologicamente desgastantes são a principal causa do Burnout, que por sua vez pode ser identificado por meio de sintomas tais como agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, depressão, pessimismo, além da sensação de esgotamento físico e mental.

little women la crying GIF by Lifetime

 

Essa sensação parece familiar?

Não é de hoje que sofremos por conta do trabalho e isso não iria mudar agora. Cada vez mais somos pressionados a apresentar aumento de performance, perfeccionismo de entrega e estabilidade emocional. Isso é um reflexo de uma expectativa inalcançável de que o profissional eficiente deve realizar o trabalho de 3 pessoas, apresentar características de especialista e ter competências gerenciais. (tudo isso antes dos 30, ok?!)

Não existe saúde mental que resista à essa expectativa utópica criada pelo mundo corporativo e acatada pela sociedade. E temos números que comprovam isso.

 Alguns dados

  • 32% da população brasileira sofre de Burnout
  • 12% da população apresenta depressão por conta do trabalho e 50% desses tem chances de reincidência.
  • 9,3% dos brasileiros lidam diariamente com ansiedade
  • 72% que trabalham estão insatisfeitos com o trabalho e 61% estão superdesmotivados.

 

Alguns comportamentos que reforçam esse transtorno passam despercebidos (ou não são levados em consideração) por ter se tornado um hábito. Faça um check mental e veja quais das ações abaixo você está acostumado a ter/fazer no seu dia a dia:

  • Jornada de trabalho de 10 a 12 horas por dia
  • Excesso de carga de trabalho
  • Viagens de negócios aos fins de semana.
  • Conversas pelo whatsapp à noite em casa
  • Vida pessoal deixada de lado
  • Resfriados e gripes constantes
  • Falta de reconhecimento
  • Eterna insatisfação
  • Ir arrastado para o trabalho

Se você falou sim para todas, calma, não podemos te afirmar que você está com Burnout, mas está em vias de.  O difícil diagnóstico é facilmente confundido com depressão e síndrome do pânico, por isso nossa sugestão é que você procure um psicólogo pra compartilhar suas aflições e poder identificar o que pode estar rolando com você, mas se não for isso, o que fazer?

Não adianta falar “Relaxa, tira uns dias… “

Não são alguns dias longe do trabalho, ou umas aulinhas de ioga que vão te manter livre do burnout. O segredo está no estilo de vida e para as pessoas que estão sofrendo com este problema, a única solução é mudar radicalmente o lifestyle.

Claro que meditações, rotina de exercícios, alimentação balanceada ajudam a manter o burnout out of your life, mas isso não é suficiente. É preciso avaliar quanto as condições de trabalho estão interferindo em sua vida e prejudicando sua saúde física e mental. Avalie também a possibilidade de propor nova dinâmica para as atividades diárias e objetivos profissionais.

O trabalho é uma das coisas que mais dão significado a nossa vida, mas tem uma frase ótima que diz que “nenhum CNPJ vale um AVC”. Para uns, o trabalho é fonte de prazer e realização, para outros é o meio pelo qual é possível pagar os boletos, mas independente do que ele significa pra você, sua saúde precisa vir em primeiro lugar. Se coloque em primeiro lugar e ao menor sinal de esgotamento, exija um BASTA!

Afinal, ninguém é obrigado!

 

Juliana Bortoletto